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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Aposto em detalhes - by @CursoGapp


A função aposto é aquela que especifica o núcleo de um substantivo, distribui, enumera ou resume, sendo portanto classificado em:

1 - Especificativo - quando especifica o núcleo de um substantivo de uma função sintática.
Exemplo:
"O estudante, aplicado, deve estudar constantemente." - pontuação: virgulado.

2 - Distributivo - quando a especificação do núcleo do substantivo se faz através de enumeração.
Exemplo:
"Amanhã comprarei três calçados: dois para meus irmãos e um para minha tia." - pontuação: com dois pontos.

3 - Enumerativo - nesse aposto há uma sequência enumerativa, mas não apresenta a noção distributiva do núcleo do substantivo, ainda que a enumeração seja explicitada.
Exemplos:
Sem explicitação: "Comprei três calçados: um tênis e duas sandálias."
Com explicitação: "Comprei três calçados: um tênis para caminhada e uma sandália para praia e uma para trabalhar."

4 - Resumitivo - é aquele representado por um pronome indefinido, com o qual o verbo concorda, quando se tratar de um aposto resumitivo de um substantivo na função de sujeito.
Exemplo:
"A fama, a beleza e o dinheiro, nada a modificou." - pontuação: não há qualquer pontuação.

5 - Designativo - nomeia o núcleo do substantivo.
Exemplos:
"O grande escritor brasileiro Machado de Assis é um digno representante de nossa literatura."
"O oceano Atlântico banha o continente americano." pontuação: não há qualquer pontuação.

6 - Aposto oracional - caso raro de aposto quando um termo traz toda a ideia de uma oração anterior.
Exemplo:
"... Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna."
(Machado de Assis - in "Memórias Póstumas de Brás Cubas" - prólogo ao leitor)

Atenção: não confundir aposto oracional com uma oração subordinada substantiva apositiva:
Exemplo:
"Só lhes desejo uma coisa: que tenham sucesso."

Cordialmente,
Curso GAPP


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

As novas regras do Hífen no Novo Acordo Ortográfico


I - Uso do hífen em composto:
- Em compostos formados sem elemento de ligação, quando o primeiro termo for representado por forma substantiva, adjetiva, numeral verbal, por extenso ou reduzido:
Exemplos: ano-luz, zé-povinho, má-fé, afro-luso-brasileiro, primeiro-ministro, segundo-sargento, porta-retrato, quebra-mar.

- Em compostos formados sem elemento de ligação, quando o primeiro termo for representado por: além, aquém, recém, bem e sem: (AARBS)
Exemplos: além-paraibano, além-túmulo, aquém-mar, aquém-fronteira, recém-nado, recém-plantado, bem-ajambrado, bem-arranjado, bem-criado, sem-teto, sem-sal.

- Em compostos formados sem elemento de ligação, quando o primeiro termo for representado por "mal" e o segundo termo começar por vogal, h ou l:
Exemplos: mal-apanhado (de aparência desagradável), mal-assombrado, mal-estar, mal-humorado e mal limpo.

- Em compostos cujo primeiro termo seja representado pelas formas "grão" ou "grã", forma verbal, e nos ligados por artigo:
Exemplos: Grã-Bretanha, grão-ducado, quebra-nozes, Entre-os-Rios.

- Em compostos que designam compostos botânicos – plantas ou frutos – e espécies zoológicas, ligados ou não por preposição ou qualquer outro elemento:
Exemplos: cobra-d’água, couve-flor, dente-de-leão, João-de-barro.

– Em locuções, apenas naquelas que têm o uso consagrado:
Exemplos: água-de-colônia, arco-da-velha, pé-de-meia, ao deus-dará.

– Em sequências de palavras que se articulam sem formar um substantivo, mas para transmitir ocasionalmente uma ideia:
Exemplos: Liberdade-Igualdade-Fraternidade, ponte-Rio-Niterói.

II - Uso do hífen nas formações com prefixos:
- Em compostos cujo primeiro elemento é um prefixo terminado em vogal igual à que inicia o segundo elemento:
Exemplos: neo-ortodoxo, sobre-estimar, anti-aéreo, arque-inimigo, micro-onda.
Observação: no caso contrário a essa regra, isto é: o prefixo termina por vogal diferente da que inicia o segundo elemento, o vocábulo grafa-se junto.

– Em composto cujo primeiro elemento termina em consoante igual à que inicia o segundo elemento:
Exemplos: ad-digital, inter-regional, sub-bosque.

Equipe Curso GAPP


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dúvida do leitor: 'POR HORA' ou 'POR ORA'?


Em resposta à sua pergunta: "Podem por favor esclarecer a dúvida de nossos leitores: 'POR ORA' ou 'POR HORA'?" Segue a resposta da Professora Lucienne:

"A expressão é por ora, pois ora é um advérbio significando agora. Veja o que nos ensina o professor Houaiss:

'A palavra ora data do séc. XII e pode se classificar:
1 -  advébio significa: agora, neste momento.
Ex. O deputado ora criticou o governo.

2 - Conjunção ligando palavras ou orações, podendo indicar sequência do discurso ou idéias alternadas.
Ex. Se ele quisesse vir, avisaria, ora, se não avisou, não virá.(com valor de portanto).
Ou você estuda ou você brinca.

3 - Interjeição (com valor semântico de impaciência)

4 - Também podemos vê-la como partícula expletiva de realce em frases nominais interjeitivas. Ora essa! Ora bolas!'

Equipe Curso Gapp


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Plural dos substantivos compostos - parte 4


4ª Situação: o plural do substantivo é feito pela pluralização do artigo. Isso se dá quando:
a) O substantivo for formado por temas verbais de sentidos opostos.
Exemplos: (os) vai-vem, (os) leva-e-traz, (os) via-volta;

b) O substantivo são frases substantivadas.
Exemplos: (os) bumba-meu-boi, (as) Maria-vai-com-as-outras;

c) O substantivo for formado por verbo e palavra invariável.
Exemplos: (os) bota-fora, (os) faz-tudo.

OBSERVAÇÃO: há em nossa língua palavras com duplo e até triplo plural, eis algumas:

Duplo plural
a) Os dois elementos ou só o primeiro:
xeque-mate => xeques-mates ou xeques-mate
chá-mate => chás-mates ou chás-mate

b)Os dois elementos ou só o último:
corre-corre => corres-corres ou corre-corres
padre-nosso => padres-nossos ou padre-nossos
terra-nova => terras-novas ou terra-novas
salvo-conduto => salvos-condutos ou salvo-condutos

Triplo plural
Fruta-pão => frutas-pão, frutas-pães e fruta-pães

Atualmente já encontramos autores que aceitam três plurais para o substantivo "guarda-marinha" que até pouco tempo classificava-se como invariável, assim podemos ter: guardas-marinha, guardas-marinhas e guarda-marinhas."


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Plural dos substantivos compostos - parte 3


3ª situação: pluraliza-se os dois elementos dos substantivos quando:

a) O substantivo for formado por dois substantivos.
Exemplos: carta(s)-bilhete(s), primeiro(s)-ministro(s);
Obs.: No substantivo "primeiro-ministro, a palavra "primeiro" pertence à classe dos numerais ordinais, contudo sua categoria aqui é substantiva, daí o plural;

b) O substantivo for formado por um substantivo e um adjetivo.
Exemplos: salário(s)-mínimo(s), guarda(s)-civil(is);

c) O substantivo for formado por um adjetivo e um substantivo.
Exemplos: alto(s)-relevo(s), pindaíba(s)-vermelha(s);

d) O substantivo for formado por temas verbais repetidos.
Exemplos: corre(s)-corre(s), ruge(s)-ruge(s)."

Equipe GAPP


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Plural dos substantivos compostos - parte 2


Hoje vemos a segunda situação do plural dos substantivos compostos da série feita pela professora Lucienne Oliveira:

Segunda situação: pluraliza-se o primeiro elemento do substantivo composto quando:

a) O substantivo for formado com mais de duas palavras e a do meio é preposição.
Exemplos: mãe(s)-d’água, doce(s) de leite;

b) O substantivo for formado por dois substantivos, mas o segundo elemento se apresenta em derivação imprópria, funcionando como um adjetivo, isto é, especifica, restringe ou dá finalidade ao primeiro.
Exemplos: salário(s)-família (aquele que se destina para membros da família), navio(s)-escola."

Equipe GAPP


Dúvida do leitor: 'viagem' ou 'viajem'? by @CursoGapp


A palavra "viajem" é a conjugação da terceira pessoa do plural do Presente do Subjuntivo do verbo "VIAJAR" - veja completa aqui: www.conjugacao.com.br/verbo-viajar/

Para designar um deslocamento entre duas cidades a palavra certa é VIAGEM, com G.

Um abraço,
Equipe GAPP


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Plural dos substantivos compostos - parte 1


Quando falamos de plural de substantivos compostos temos que levar em conta que estamos falando dos substantivos formados por justaposição, hifenizados ou sem hífen.

Desse modo podemos pensar que teremos as seguintes possibilidades:

1ª - Pluralizamos somente o último elemento;
2ª - Pluralizamos apenas o primeiro elemento;
3ª - Pluralizamos os dois elementos;
4ª - O plural do substantivo será feito pelo artigo.

Primeira situação: pluralizamos o segundo elemento do substantivo composto quando:

a) O primeiro for um prefixo adjetivo:
Exemplos: grão, grã, bel, ex, ave, pseudo e outros grão-duque(s), ave-maria(s);


b) Ele for formado por mais de dois e o do meio não é preposição:
Exemplo: bem-te-vi(S);

c) O primeiro substantivo for formado por palavra invariável:
Exemplos: vira-lata (S), sem-fim (sem-fins);

d) Nos substantivos denominados onomatopaicos – aqueles formados por duplicação de um elemento, exceto quando for repetição de verbo, podendo pluralizar-se ambos os elementos conforme alguns gramáticos da academia paulista. Assim podemos ter: ruge-ruge(S) ou ruge(S)-ruge(S), tique-taque(s) ou tique(S)-taques(S)."

Curso Gapp


sexta-feira, 20 de julho de 2012

'Se o sol se por' ou 'se o sol se puser'?

Amigos concurseiros, vejam a resposta que o @cursoGapp nos enviou:

Segue a resposta da Professora Lucienne para a questão formulada pelo Twitter:

"@CursoGapp pode por favor esclarecer nossos amigos: 'ser o sol se por' ou 'se o sol se puser'? Grande abraço!"

A oração correta é "Se o sol se puser", pois o tempo pedido na oração é o futuro do subjuntivo e não infinitivo pessoal, que, para alguns verbos é irregular, isto é, difere do infinitivo pessoal, homônimos para grande número de verbos de nossa língua. Exemplo: o verbo "falar", que no futuro do subjuntivo é: "se eu falar, se tu falares, se ele falar,  se nós falarmos, se vós falardes se eles falarem" e no infinitivo pessoal - "falar eu, falares tu, falar você..."

Alguns verbos como "por, estar, querer, fazer, dizer", entre outros apresentarão formas diferentes no futuro do subjuntivo, então chamadas irregulares  por não serem homônimas ao infinitivo pessoal. Exemplo: o Infinitivo pessoal do verbo "por" - "por eu, pores tu, por você, pormos nós, pordes vós, porem vocês" e o futuro do subjuntivo "quando" ou "se eu puser, tu puseres, ele puser, nós pusermos, vós puserdes e eles puserem". Seguirão esta mesma irregularidade os verbos: "querer" -  no futuro do subjuntivo: "se eu quiser, se tu quiseres, se ele quiser..." - e no Infinitivo Pessoal "querer eu, queres tu, querer você..."; "estar": no futuro do subjuntivo: "se eu estiver, se tu estiveres, se ele estiver..."- e no futuro do subjuntivo e no Infinitivo Pessoal: "estar eu, estares tu, estar você...".

Agradecemos a pegunta e colocamo-nos sempre ao seu dispor.

Cordialmente

Divulgação Curso GAPP


segunda-feira, 2 de julho de 2012

CRASE II - Continuando

Sabemos que se usa a crase diante de substantivos femininos, uma vez que esses pedirão o artigo feminino “a”, mas como saber se os topônimos (substantivos próprios que nomeiam lugares) pedem ou não artigo? Para isso usamos o seguinte artifício:

"Quando venho, venho da, quando vou craseio o “a”. Quando venho, venho de, quando vou crase pra quê?"

Exemplo: Venho de Copacabana. O uso da preposição “de” indica a ausência do artigo feminino “a”, logo - na frase: Vou a Copacabana – não usamos crase.

Vou a Copacabana – crase, pois diante do substantivo topônimo - Copacabana não se usa o artigo.

Porém muita atenção todo substantivo determinado pede artigo, assim “se venho da Copacabana de minha infância”, “vou à Copacabana de minha infância”, com uso obrigatório do acento grave indicador de crase.

Lembrem-se, ainda que grosseiro, o versinho a seguir pode nos tirar de algumas situações duvidosas: "Se temos um ‘a’ no singular e um substantivo plural, quem usa crase é boçal".

Já que usei uma palavra, que embora muito usada, seu significado é bastante restrito, vamos aproveitar a oportunidade para ampliar nosso vocabulário:

Boçal
Adjetivo de dois gêneros e substantivo de dois gêneros:


  1. Diacronismo: antigo.
    Referente a ou escravo negro recém-chegado da África, que ainda não falava o português
  2. Derivação: por extensão de sentido.
    que ou aquele que é falto de cultura; ignorante, rude, tosco
  3. Derivação: por extensão de sentido.
    que ou aquele que é desprovido de inteligência, sensibilidade, sentimentos humanos; besta, estúpido, tapado

    - adjetivo de dois gêneros
    Regionalismo: Brasil. Uso: informal, hiperbólico.
  4. muito grande; enorme, descomunal, imenso

Ex.: fez um esforço b. para passar de a


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Crase


Falaremos hoje sobre a famigerada crase.

Mas, porque será que um subproduto tornou-se tão famoso e ao mesmo tempo o horror da língua Português?

Sei que muitos torcerão seus narizes ao lerem isso.

Calma! Deixem-me explicar: quando chamo o fenômeno de contração da preposição “a” com o artigo definido “a”, ou com o pronome demonstrativo “a”, ou ainda com os pronomes demonstrativos “aquele”, “aquela” e “aquilo” de subproduto é por ser imperioso saber-se regência verbal e nominal, o uso do artigo e dos pronomes demonstrativos “a”, “aquele”, “aquela” e “aquilo”, uma vez que o acento grave indicador de crase será usado diante de tais situações primordialmente. Há, claro, algumas exceções estas sim devem ser guardadas “Du coeur” isto é de coração. Sem isso, o simples decorar regras pode não “dar conta“ das diversas situações com as quais nos deparamos em concursos.

Lucienne Oliveira de Abreu
Curso Gapp



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Apostila gratuita de Português - FCC

Amigos concurseiros, o @professordiego disponibilizou mais uma apostila gratuita de Língua Portuguesa, desta vez abordando questões pertinentes à banca FCC - Fundação Carlos Chagas (foi a banca que fez o concurso em que ingressei na Justiça Federal)! Embora a apostila seja sobre assuntos cobrados pela FCC, trata-se de estudo obrigatório para qualquer candidato a concursos públicos, Exame de Ordem ou vestibular.

A apostila gratuita de Português está aqui!

PS: Algumas vezes, dependendo do browser, pode acontecer de o Google Docs pedir autenticação para acessar o arquivo. Feche a página e abra novamente em outro browser (recomendo o Chrome) que o arquivo abre normalmente.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Segunda apostila gratuita de Redação - Senado

Concurseiros, conforme prometido semana passada, publico agora a segunda apostila gratuita do @professordiego sobre REDAÇÃO DISCURSIVA, que aborda assuntos referentes ao concurso para o Senado, mas as técnicas de redação se aplicam a qualquer concurso ou prova!

A apostila para download está aqui!


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Apostila gratuita de REDAÇÃO DISCURSIVA - Senado

Concurseiros, o @professordiego nos presenteou com duas excelentes apostilas de REDAÇÃO para quem vai fazer o tão esperado concurso para o SENADO FEDERAL. Hoje publico a primeira apostila e na próxima semana publico a segunda, para que tenham tempo de estudar! Por favor divulguem a apostila, pois compartilhar conhecimento também é uma forma de estudar.

A apostila gratuita de REDAÇÃO DISCURSIVA para quem vai fazer o concurso do senado está aqui.

PS: Evitem usar o Firefox para baixar o arquivo, pois muitas vezes pede senha para acessar o arquivo no google docs! Eu recomendo o Chrome, mas o IE também acessa normalmente o conteúdo.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Português e memorização para INSS

Concurseiros, para quem vai fazer o concurso do INSS, os professores Diego Amorim e Felipe Lima prepararam material especial sobre Português e técnicas de memorização. A apostila, bem completa e recheada, está disponível para visualização e impressão aqui!


Bons estudos!


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Interposição de recursos - Procon/2011 - Um direito do concurseiro

Concurseiros, sabiam que a interposição de recursos é um direito de todos nós? Vejam o excelente recurso que o @professordiego preparou para quem fez as provas para ingresso no Procon para os cargos de níveis médio e superior.
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Recurso para cargo de nível superior

Recurso para cargo de nível médio

Formulário de recurso


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Minha prova já é amanhã! O que devo fazer hoje?


Este questionamento permeia cem em cem concurseiros. Muitos têm sua própria teoria, outros seguem orientações de amigos e os outros seguem a maré. Vejamos o que há de melhor para se fazer na véspera da sua prova, naquele fatídico dia do desespero geral.

Numa pesquisa informal com amigos concurseiros da rede social facebook, constatei que há uma divisão forte entre estudar e relaxar. Há benefícios em fazer um e em fazer o outro, assim com há malefícios. Então como escolher?

Há uma frase que diz que devemos conhecermos a nós mesmos e a partir disso agir. Pois bem, o primeiro passo é você se conhecer bem, para saber qual atitude tomar antes de sua prova. Fazer uma autorreflexão, interiorizar-se um pouco, analisar-se em atitudes passadas é um bom começo.

Aos que pensam que estudar mais, revisar matérias importantes, pontos relevantes, manter-se estudando é a melhor opção, aí vão os prós e os contras. Na véspera da prova, podem-se sempre revisar assuntos mais importantes, aqueles que são indicados pelos professores mais experientes. A prova, com certeza,  contemplará algo que você tenha visto. Neste caso, você está com a vantagem de ativar sua memória volátil – memória que dura em seus pensamentos por mais ou menos 24 horas, uma memória recente e facilmente acessada. Estudar no dia anterior significa ativar essa memória e guardar nela informações preciosas.

Porém, preocupar-se em aprender de véspera pode ser prejudicial demais para sua prova. Obrigar-se, pelo nervosismo, a estudar um dia antes da prova de fogo significa provocar a mente de maneira desnecessária, pois para alguns o famoso ‘branco’ começa a ser construído aí. Pressionar sua mente para que assimile muito em pouco tempo, com a impressão de que ainda não é suficiente nunca aquilo que se estudou, faz com que, momentaneamente, você se engane achando que aprendeu. Contudo, quando tentar acessar essa informação – mais uma vez sob pressão da prova e do ambiente que a envolve –, ela não estará disponível de maneira inteira ou correta.

Aos que pensam em relaxar, fazer nada de véspera, deixar que o dia aconteça sem interferências maiores de decisões para não pesar o cérebro, falemos os dois lados dessa moeda. Deixar o dia que antecede à prova para não fazer nada, sem tentar se preocupar com o que acontece no outro dia, é temerário, pois sabemos bem que nos preocupamos, sim. Tentar ‘enganar’ o cérebro com essa atitude não convém para que não nos percamos o foco nos concursos – tão necessário à concentração.

Contudo, relaxar antes da prova, fazer coisinhas que não fazemos há muito é muito bom para que a mente descanse de tanta informação acumulada. Isso faz com que nosso cérebro sedimente o que fora estudado de maneira tal que possamos acessar as informações retidas de maneira segura. Ter consciência de ter feito tudo o possível, ter dado o máximo de si para estudar e aprender a fazer prova – saber-se capaz – traz a tranquilidade de poder ‘ausentar-se’ por um dia para fazer coisas pessoais, realizações que não pesem na mente e nem a tirem do foco. Portanto, programe-se. Faça tudo de obrigações antes da véspera para poder desfrutá-la bem.

Também fiquei meio tonto com tantas informações e teorias, calma. Lembra o começo deste texto? Disse que temos que nos conhecer para ver como nos comportamos diante dessa situação de estresse extremo pela qual passaremos. Como você é? Como reagiria diante da véspera de sua prova tão importante? Conhecer-se é fundamental para que saiba agir no dia anterior ao do concurso. Assim, poderá escolher se irá ao cinema com a namorada – se ela ainda estiver com você a essas alturas! –, se lerá um livro de sua vontade – algo que não deveria ter deixado de fazer durante os estudos –, se ficará em companhia dos familiares – não abra mão disso na sua preparação –, se andará por aí sem compromisso ou fará uma corridinha para relaxar – isso é deveras muito bom –, ou mesmo, se você decidir por ler algo da matéria sem extremo exagero, sem a pressão de aprender, apenas por curiosidade ou discussão saudável com alguém.

Enfim, escolha aquilo que não o tire do foco, que não faça passar mal no dia seguinte, que possa impedir você de estar na hora certa em sala de aula. Nada faça de muito extravagante, namore comedidamente. Se fizer exercícios físicos, seja prudente para não se machucar. Acredite muito no que você construiu até este dia. Nada o atrapalhará, nada pode conter seus conhecimentos, são seus! Ninguém será capaz de desfazer aquilo que você montou em sua mente!

Acredite que você pode, pois você fez por onde poder! Apenas feche os olhos e olhe para dentro de si e deixe que seu coração e intuição o conduzam! Você já sabe o que irá se tornar! Você vem trabalhando isso há muito tempo! Acredite e tenha coragem de seguir o que está arraigado dentro da sua alma!

Sucesso a todos!
Diego Amorim

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A versão para download e impressão está aqui.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

RAPIDICAS: Quando utilizar 'HÁ' e 'A'?


Há ou A? Quando usar um quando usar o outro?!
Essa é uma das discussões mais comuns quando se escreve um texto. É uma dúvida meio chata, mas fácil de assimilar. Vamos a ela!

        Há – refere-se a tempo [no] passado

        A – refere-se a tempo [no] futuro

Então:

                Encontrei você há três dias no curso.
                Daqui a pouco te mando as questões.
                Há dez anos não como pouco.

Claro que o ‘há’ também seja alvo de frases com o conteúdo de significação do verbo ‘haver’. Sendo assim, quando houver a situação Em sala, há mais pessoas inteligentes.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Caderno de temas para redação discursiva - PROCON

Concurseiros, o @professordiego preparou mais uma apostila para vocês. Trata-se de caderno de temas para redação discursiva para o Procon. Confiram.



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Apostila gratuita de Português: agências reguladoras

Concurseiros, nesta apostila, o @professordiego falou sobre como cada vez mais e mais pessoas buscam os concursos para ingresso nas agências regulamentadoras. Ele apresenta, de forma clara e compreensível a todos, pequenos detalhes relativos à Língua Portuguesa que podem fazer a diferença entre passar ou não no concurso, como, por exemplo, a correta utilização de ESSE e ESTE!